O presidente Donald Trump tem sido explícito sobre isso nos últimos dias. Ele afirmou publicamente que os EUA estão analisando "opções muito fortes" (very strong options) e que o governo americano está "preparado para ajudar" os manifestantes iranianos a alcançarem "liberdade". Trump mencionou que foi informado sobre possibilidades de ação se o regime continuar reprimindo violentamente os protestos, que já deixaram centenas de mortos (relatos de grupos de direitos humanos apontam para mais de 500 a 538 vítimas desde o início das manifestações em fins de dezembro de 2025).Contexto principal
- Os protestos começaram no final de dezembro de 2025, inicialmente por questões econômicas (inflação galopante, desvalorização do rial e crise no Grande Bazar de Teerã), mas rapidamente evoluíram para demandas políticas radicais, incluindo o fim do regime clerical do Aiatolá Ali Khamenei.
- O regime respondeu com repressão pesada: blackout de internet, bloqueio de comunicações, detenções em massa e uso letal de força. Isso levou Trump a ameaçar intervenção direta.
- Trump já ordenou ataques a instalações nucleares iranianas em junho de 2025 (em coordenação com Israel, durante um conflito de 12 dias), o que torna a ameaça atual mais crível, já que ele cumpriu promessas semelhantes recentemente (incluindo uma ação em Venezuela em janeiro de 2026).
- Ataques aéreos cirúrgicos ou em larga escala contra alvos militares, instalações de segurança ou até remanescentes do programa nuclear.
- Ações cibernéticas contra o aparato repressivo ou militar iraniano.
- Ampliação de sanções econômicas.
- Apoio indireto aos manifestantes (ex.: restabelecimento de internet via Starlink, amplificação de fontes antigoverno online).
- Não há indícios de movimento iminente de tropas americanas para uma invasão terrestre — o foco parece ser em ações limitadas ou "simbólicas" para pressionar o regime.
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que, em caso de ataque americano, bases militares dos EUA, navios e Israel seriam "alvos legítimos".
- O ministro das Relações Exteriores iraniano afirmou que o país "não busca guerra, mas está totalmente preparado".
- Teerã acusa EUA e Israel de fomentarem os protestos e impôs blackout de comunicações para dificultar coordenação dos manifestantes.
- Há especulações intensas em redes (incluindo picos anormais de pedidos de pizza perto do Pentágono, um indicador informal de atividade militar), mas fontes oficiais americanas negam sinais de ataque iminente.
- Uma reunião de alto nível com assessores de Trump estava marcada para discutir o tema.
- O risco de escalada regional é alto, especialmente envolvendo Israel (que coordena ações com os EUA) e proxies iranianos.







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